Audio Book – vale a pena?

Eu adoro ler, não tenho estilo, autor preferido ou qualquer coisa do tipo, mas gosto de conhecer historias reais ou não.

Há algum tempo em uma bienal do livro, comprei dois Audio Books para conhecer ( o @eduwilly vai dizer que eu fui enrolado, mas não vamos dar atenção a ele), eu demorei muito para realmente tirar um tempo para ouvir, e tentei de algumas formas:

  • Ouvir o CD em determinados horários ( sim crianças antigamente as musicas não vinham pelo pc)
  • Ripar o CD pra ouvir no mp3
  • Ouvir no ônibus
  • Ouvir antes de dormir

Depois desses 2 audio books  ( o Alienista e o Caçador de pipas), ainda ouvi alguns MP3 de livros espíritas.

E o resultado dessas experiencias?

Audio Book é um fiasco, pelo menos para mim.
O conteúdo não empolga, é como se alguém estivesse ao seu lado lendo o livro para você a maioria dos narradores parecem desanimados e de vez enquanto aparece um efeito sonoro.
Eu consigo viajar até lendo livros, eu vou longe e quando volto percebo que vou ter que ler duas paginas novamente, no caso do Audio Book minha cabeça voou muito mais fácil, não prestando atenção em muita coisa, sabendo apenas que tinha ali uma voz de fundo para os meus pensamentos.

O que eu esperava?

Um pouco mais de trabalho, o preço dessas produções não é barato, muitas vezes é quase o custo de um livro normal e tudo isso apenas para ter alguém lendo o livro para você.

Talvez eu estivesse um pouco a frente do mundo comum esperando ver algo como os Teasers do livro A batalha do Apocalipse ou os podcasts do Escriba café, ou para tomar como exemplo algo antigo, as radio novelas que se você nunca ouviu, provavelmente já ouviu falar.

Serve para algo?

Talvez para aqueles mais preguiçosos o audio book seja uma passagem para o mundo dos livros ou ao menos para as histórias, defender com unhas e dentes que livro impresso é a única verdade absoluta é loucura partindo da premissa que os primeiros livros eram falados.

Não se pode descartar também a influencia que esse formato pode alcançar perante os deficientes visuais, eu não sei até que ponto o braile estaria equiparado a leitura normal, mas o áudio pode ser um caminho alternativo.

As crianças cada vez mais aprendem a ler mais cedo, porem dificilmente vão passar muito tempo fazendo isso  quando são muito novas, no jardim da infância me lembro que assistia a slide-shows de historinhas com a professora narrando a cena, o audio book é praticamente isso, sem as imagens.

Outro detalhe que pode ser mortal ao formato é o Ipad e todos os derivados que vem por aí, um novo estilo de leitura com interação está nascendo então eu acho que os Audio Books já estão muito próximos de se tornarem coisas do passado.

No geral para quem gosta de ler eu realmente não recomendo, pelo menos não até alguém me mostrar um Audio Book empolgante, que torne uma experiência alternativa e divertida.

Think Different – A cabeça de Steve Jobs.

Série clássicos republicados: são alguns artigos que foram anteriormente publicados no Cansei de Ser Loser, que em breve fechará as portas, se você veio de lá, peço desculpas pela mudança de site.

Pense diferente é o lema da empresa Apple criada e atualmente conduzida por uma das mentes mais brilhantes e polemicas da historia da informática, Steve Jobs. Para muitos um Gênio da informática, marketing e design, para outros apenas um patrão maníaco, autoritário e egocêntrico.

O livro “A cabeça de Steve Jobs” de Leander kahney não é uma biografia sobre o líder da Apple, mas sim uma analise de como ele pensa, avaliando a Apple e determinados momentos de sua vida.

Há muito eu queria ler algo sobre ele, desde que entrei para o mundo da informática me deparei com quatro gênios, Steve Wozniak, Steve Jobs, Paul Allen e Bill Gates, os quatro são diretamente responsáveis por termos um computador em casa, no colo e na palma das mãos.

Nas próximas linhas destaquei alguns pontos que o livro aborda em detalhes, mas prometo que não tem spoiler e para saber o meu nível de parcialidade na guerra de xiitas Apple X Microsoft X Linux, eu tenho um PC rodando Windows 7 desde o beta, um laptop rodando o Ubuntu e um Ipod Touch.

Quem é Steve Jobs?

Jobs é considerado um cara perfeccionista, do tipo que joga tudo no lixo porque uma borda não está perfeita, controlador, gosta de saber cada passo, cada parafuso diferente que colocam no projeto e extremamente obcecado por um design lindo e simples.

Jobs respira marketing, ele sabe vender o que cria, o famoso “Campo de distorção da realidade” que convence a todos de que necessitam de cada novo produto da Maçã e a maneira como esconde um novo produto ou modelo de negocio, alimentam uma industria de rumores que fortalece o desejo de todos em saber qual a próxima novidade.

[O polemico comercial da Apple que usa figuras importantes da historia para mostrar que a Apple não é igual as outras]

A experiência dos produtos Apple.

Jobs sempre está a frente dos outros e a Apple define tendências:

Um dos computadores que mais cobicei na vida, foram os Macs coloridos, ainda na era dos monitores de tubo ele surpreendia por ser um tudo em um, abortar o uso de disquetes priorizado a evolução para os CDs e com traseiras coloridas com uma aparência mais alegre para o mundo dos bits.

O Ipod o produto que trouxe a Apple do buraco depois de anos sem Steve Jobs, acompanhando o progresso do mp3 e do compartilhamento de musicas.

O Iphone que apesar de não ser perfeito causou outra revolução aos smartphones.

Mais recentemente o barulho em torno de uma tablet, o Ipad no mercado em breve.

E podemos incluir diversos outros produtos aí: Mouse, Interface Gráfica, Mac OS X, Itunes, Apple TV, Time Machine, Ipod Touch, as lojas diferenciadas e o conceito de hub digital onde tudo se integra com facilidade plug and play.

Os produtos da Apple tem como objetivo a experiência do usuário, tudo deve ser bem simples, a prova de usuários e lindos.

[Comercial do 1º Ipod – Não mostra o aparelho em si, mas a ideia de carregar suas musicas com você]

A vida de Steve Jobs

O livro aborda pequenos trechos da vida pessoal de Jobs, A demissão da empresa que ele criou, A criação de um dos estúdios de animação mais bem sucedidos, a Pixar, e sua luta contra o Câncer.

Mas o livro foca na vida de Steve dentro da Apple, o relacionamento com seus produtos, subordinados e amigos.

Um resumo rápido da vida de Jobs é o discurso na Universidade de Stanford, onde ele falou aos formandos sobre sua trajetória de vida, que envolvia ser adotado por uma família de classe media, largar a faculdade e enfrentar a morte, e durante tudo isso criar uma das maiores empresas do mundo.


Fracassos

Muitas vezes esquecem de contar que os grandes gênios também erram, mas são justamente os erros que elevam eles ao status de gênios.

O livro dá uma pincelada sobre quais foram os grandes erros que Jobs cometeu no comando da Apple.

Apple sem Steve Jobs

Quando eu comecei a ver o sucesso da Apple dos últimos tempos, como a empresa se recuperou e voltou ao topo, com o retorno de seu criador sempre me despertou uma duvida, Steve não é imortal, um dia ele não poderá mais comandar a empresa e o resultado será o mesmo de quando foi demitido?

O autor dedica um capitulo a esse tema que eu achei bem interessante e plausível, mas fato é que não importa quais medidas sejam tomadas, Apple jamais será a mesma sem o seu criador.

Por tudo que o livro trata da vida desse gênio da informatica e do marketing, A cabeça de Steve Jobs, é uma leitura mais do que recomendada para aqueles que desejam saber da historia da informática, sobre marketing e empreendedorismo.